Onde encontro Deus?

Onde encontro Deus?

No mais puro silêncio, lá ele está

No aroma suave soprado no vento

No som das águas, doce ou do mar

No verde quando vibra vida

No azul quando vibra o ar

No sol quando tudo doura

E lá ele está

Nos meus sentidos apurados

Ele existe

Porque me posiciono estar

No tato, no olfato … no ouvir e no degustar

E quando me aguça a visão então?

Detalhes de Deus estão lá

Na proporção, no recorte, nas cores …

Na geometria sagrada, me encontro

Depois perco-me, da matéria densa

Na leveza sutil novamente me acho

Imagem e semelhança

É onde Deus está!

Foto com quadro de fundo adquirido por intermédio do Instagram, seguindo Papercut, me inspirou nesse poema! Coisas lindas, as vezes divertidas, as vezes delicadas, executadas com recortes de papéis coloridos e enquadradas em molduras de diversos tamanhos. Estou adorando compor com outras peças, na minha casa, na casa de clientes … detalhes de carinho  e amor que fazem toda diferença, por preços super acessíveis.

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Despertar para o Amor!

Mais certo que projetar o medo seja a capacidade de expandir a consciência de que somos co – criadores de tudo que nos toca e rodeia e portanto responsáveis pelo que pensamos, sentimos, falamos e fazemos e que esse acúmulo de … emos e coisas podem gerar um momentum, materializando o que antes era só etérico.

Que o nosso ser “desperto”, conhecedor da luz, da paz e da compaixão, liberto da vaidade do ego, possa formar  egrégoras na mesma sintonia e na força dessa Unidade, diante das situações indesejadas, ainda criadas, que as mãos atadas, possam estar sem amarras, apenas unidades em Oração, já que Ação também tem a ver com Or ação, que tem a ver também com o Coração, onde não há espaço para separação de raça e religião … é morada do Amor, que deve ser a única linguagem de comunicação na Terra.

Foto tirada no Templo Odsal Ling em Cotia.

Arestas

Adorei conhecer o trabalho e a expressão artística de Izabel Melo, com a Série Arestas, em exposição até dia 19/11 na Assembleia  Legislativa do Estado de  São Paulo.

“Suas obras de teor concreto são constituídas por planos, formas, inclinações, cores, luz e movimento. A matemática e a geometria informal determinam as composições no seu processo criativo. O questionamento da relação figura- fundo está presente tanto nas obras bidimensionais quanto nas tridimensionais, explorando suas múltiplas possibilidades estéticas e poéticas. A figuração se faz presente em diálogos pontuais nessa série de pinturas concretas. Come resultado geral, temos obras repletas de ritmos na experimentação do espaço”

Essa da ilustração é a minha preferida, com toque enferrujado e com movimentos que parecem saltar da tela!

Para conhecer mais sobre o trabalho de Izabel, além da exposição, acesse: www.izabelmelo.com.br.

A Régua da Compaixão!

Ficou mais fácil entender o sábio chinês Lao Tse e o Tao Te Ching através da interpretação de Roberto Otsu, no seu livro “ O Caminho Sábio”. O livro possui um baralho com 81 aforismo sobre a sabedoria chinesa e hoje, ao “acaso”, o meu inconsciente escolheu o aforismo 67, cujo tema é “ A Régua da Compaixão, da Parcimônia e da Modéstia”.

Diz assim:

“ Quantos quilômetros mede uma moeda de 5 centavos? Quantos milímetros existem entre Curitiba e Manaus? São perguntas muito estranhas. As respostas, então, serão mais estranhas ainda.

Isso indica que existe uma unidade de medida para cada objeto. Existe uma régua para cada coisa, e não se pode medir tudo com base em um único padrão. Pode ser que o padrão a que estamos habituados não sirva para medir determinadas realidades. Se não tivermos consciência das dimensões das várias realidades da vida, vamos medir tudo sempre com a mesma régua. E as respostas também vão ser muito estranhas…

Uma pessoa elevada valoriza a sabedoria e a profundidade. Essa é a sua régua, essa é a sua dimensão. E, assim como no quilômetro estão contidas subunidades como o metro, o decímetro, o centímetro e o milímetro, na sabedoria também estão contidas outras realidades menores, como o conhecimento, os conceitos, a inteligência, as informações e as palavras. Por isso, palavras, conceitos e conhecimento não são necessariamente sabedoria.

Uma pessoa que não intui o que é o Caminho pode acabar medindo-o com uma unidade de medida errada, com uma régua qualquer. Com isso, poderá achar que o Caminho é um conceito excessivamente grande ou excessivamente pequeno, algo que desconsidera os costumes, o bom senso, a ética, a moral e a dignidade.

Compaixão, parcimônia e modéstia não são padrões para maior parte das pessoas. Não correspondem à régua que eles estão acostumados a usar para “medir” os outros. Poucas tomam essas qualidades como referência para a própria vida. Por isso desvalorizam ou até menosprezam aqueles que seguem o Caminho”