Compaixão

Participar de uma Sangha do Thich Nhat Hanh é uma ótima oportunidade para reflexão, baseado em seus textos profundos e poéticos e para  vivenciar o momento presente, através das meditações: sentada, caminhando, do alimento e da louça.

Sou grata por apreender com cada compartilhar dos participantes, no treinamento da escuta amorosa e do expressar-se sem medo de julgamentos.

O amor sempre está presente e o insight que cada texto escolhido reverbera faz com que desperte o melhor do grupo, acendendo a semente da Compaixão, com sua melhor forma de agir, conforme a medida de cada um.

O propósito de servir vai desde um simples sorriso a uma disposição de engajar-se numa causa social, porém sempre com a consciência do auto cuidado e da plena atenção, fundamental em qualquer degrau da caminhada.

A importância da plena consciência traz o discernimento necessário para a observação de que, às vezes o necessitado da nossa ajuda é um familiar, tão próximo a nós, ou ao contrário, o apego, que é uma distorção do amor ou o ego podem estar esgotando nossa energia, inviabilizando o auto cuidado ou o desprendimento para uma causa maior … é preciso estar atento!

Gratidão a Sangha Plena Consciência !

Cusco- Capítulo 2

No post do dia 6 de maio de 2014, deixamos registrado imagens, observações e sensações de alguns sítios arqueológicos de Cusco e agora, no Capítulo 2, damos continuidade com Chinchero, Moray e Salineiras de Maras.

Para acesso as Ruínas de Chinchero, passamos por um vilarejo gracioso, onde casas são construídas sobre base de pedras com tijolo de barro, prevalecendo o tom terroso em contraste com as roupas coloridas das artesãs e os arranjos de flores na entrada das casas. Muito convidativo! A maioria das casas, não só em Chinchero, mas em Cusco em geral, possuem acima do telhado, dois touros e uma cruz como símbolo de sorte e proteção.

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A passagem pelo arco marca a entrada ao destino e a partir daí, podemos observar que os espanhóis invasores aproveitaram as ruínas dos Incas para servir de base para suas edificações, notado na igreja, no museu e em outras construções locais.

Existe um enorme pátio entre a igreja e o museu, local que inspira reflexão, vontade de desenhar, tendo a cruz como referência …

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… mas temos muitas coisas para experienciar por ali e caminhando um pouco mais, um enorme campo se abre e uma belíssima vista montanhosa vira cenário para fotos. Esse lugar inspira sensações de paz, plenitude e liberdade.

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Moray e seus círculos concêntricos, projetados em terraços de diversas alturas proporcionais, foram para os Incas como um laboratório agrícola, sendo que as plantas se adaptavam a um determinado patamar, dependendo de sua necessidade de luz, sombra, umidade, calor e etc. Além dessa função, possui potencial para equilibrar pólos opostos, como pude constatar antes mesmo de conhecer o local, conforme explanei no post “A pulsação e Integração de Moray”, do dia 28 de abril de 2014.

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Nas Salineiras de Maras observam-se camadas escavadas nas montanhas, acompanhando a curva de nível e  formando pequenas piscinas onde se deposita o sal, que vem através de dutos e são encaminhados de uma fonte de água salgada, a 3.100 metros de altitude e existem desde a era Pré-Inca … é incrível e inacreditável! Até então conhecia só o sal extraído da água do mar !

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Em breve, cenas e emoções do Capítulo 3.

Monica Di Creddo – Form & Soul

No Show Room de Monica Di Creddo – Form & Soul que projetamos, dois guardiões, ou seja, dois bustos, devidamente ornamentados com peças da designer de jóias, recebem os clientes, direcionando aos nichos iluminados, destacando as novidades da coleção.

Nas gavetas, bandejas de anéis, brincos, pulseiras e colares nos convidam a perder a hora no deleite visual e artístico de cada escultura corporal.

Nos espelhos, reflexos de feminilidade, caras e bocas, independente da faixa etária, esbanjam charme, enquanto escolhem o que mais agrada.

Eu sou fã !

Para saber mais sobre as jóias, coleção, lookbook e mídia, acesse :  www.monicadicreddo.com.br

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Cusco – Capitulo 1

O post dessa semana fala de alguns sítios arqueológicos de Cusco, herança dos Incas, em sintonia com os temas que exploramos aqui, já que englobamos Arquitetura, Arte, Geobiologia, Radiestesia, Inspirações, Paisagismo e tantos outros.

Não tenho o objetivo de contar a história de Cusco (Peru), apenas a intenção de deixar imagens, observações e sensações que estão guardadas no coração e que foram proporcionadas pela organização da agência Machu Picchu Brasil, pelo convite e colaboração da amiga bióloga e fotografa Eliza Carneiro e pelas informações e sabedoria do guia místico Victor Peralta Gonzales.

Tambomachay foi nosso primeiro contato com os sítios arqueológicos e é o local conhecido como “Templo das Águas” formada por pedras colocadas de determinada maneira, formando terraços e piscinas, construídos com toda tecnologia hidráulica onde a água flui por um sofisticado sistema de aquedutos e canais, evitando erosão e formando em sua base uma cascata, cujo posicionamento intencional, voltado para o Norte, ou seja, para o sol, possui um forte magnetismo, indicando um local de intensa energia e de reverência ritualística.

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Esse local de muito verde e pedras se destaca ainda mais quando os animais típicos da região e seus trabalhadores com roupas coloridas e culturais desfilam despretensiosamente nesse cenário…

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…ou pretensiosamente  …

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Pukapukara … ou Forte Vermelho tem esse nome por sua estrutura de pedras ficarem com a cor vermelha conforme a incidência do sol, mas” Templo dos Ventos” faz mais sentido pra mim… com o símbolo do Condor, um dos animais de poder, representando o Mundo Superior e simbolizado, em um muro, pelo desenho formado pelas pedras. Há também uma suposta maquete de Machu Picchu.

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Em Sacsayhuaman fica explicito o estilo da construção Inca, pela lapidação das pedras em degraus e pelo culto a Lhama, outro animal de poder, representando o Amor Incondicional e registrada no altar, como mostra a foto.

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Nesse sítio vivenciamos a passagem por uma caverna estreita e escura, na intenção de trabalharmos os nossos medos.

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Vivenciamos também uma meditação num local de forte magnetismo com vista aos muros dispostas em ziguezague, ao longo da encosta, lembrando uma serpente, outro animal de poder, representando a sabedoria, ficando o mistério de como pedras tão pesadas formaram muros tão altos, sem a tecnologia dos dias de hoje.

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Qenqo é composto por anfiteatro semicircular, galerias subterrâneas e um monólito de seis metros que com a incidência de sol, em um dos solstício, em determinada hora, forma a figura de um puma, considerado outro animal de poder, representando a força.É também conhecido por cerimônias e rituais, inclusive de fertilidade e em alguns rituais, lhamas eram sacrificadas durante o solstício de inverno.

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Pisac foi uma das ruínas que me tocou profundamente.

Para nosso acesso, tudo aconteceu de uma maneira muito especial, com a recepção de um flautista que nos acompanhou na longa caminhada com uma música típica, somada ao visual do vale, os terraços de agricultura e a brisa proporcionaram muita paz.

Já no alto, podemos desfrutar de uma vista belíssima de quase 360 °.Os altares das sacerdotisas, com seu forte magnetismo, nos convidaram para duas meditações, individual e em grupo em círculo, de mãos dadas em dorje ( uma mão recebe e a outra doa), num trabalho que me pareceu curativo, não consegui conter as lágrimas.

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Aguardem cenas e emoções do próximo capítulo.