Como nos velhos tempos !

 

 Participei de uma Oficina de Pinhole ( buraco de agulha ) com a fotógrafa Eliza Carneiro, no Espaço Matrix. Desenvolvi uma máquina fotográfica com 1 caixinha de fósforo, fita adesiva preta, 1 filme novo e um invólucro de filme usado.

A experiência foi bem interessante, começando pelo lúdico, proporcionado pela execução da máquina, depois o controle de exposição à luz com o” clique”, que nada mais é do que um papelzinho tampando o ” buraquinho da agulha” e que ao enquadrar o tema visual do meu interesse, eu levantava e abaixava, diferente da máquina digital que apertamos o botão e pronto. E falando em máquina digital, onde temos a oportunidade de ver como nossa foto vai ficar, antes de revelar …  essa, fabricada por mim, me remeteu ao passado, uma sensação nostálgica, onde  trabalhei  a minha ansiedade e resguardei o filme ao máximo, economizando para determinados momentos que queria registrar, como nos velhos tempos.

O resultado é sempre uma surpresa, lembrando que o tempo de exposição à luz e o enrolar do filme é feito manualmente, então acontece de algumas fotos ficarem mais escuras, tremidas e até sobrepostas. (quando esquecemos de enrolar o filme e fazemos novamente a exposição do buraquinho à luz )

Acredito que a moda retrô, tão atual em peças de decoração e vestimenta, nos remete a história dos tempos, com os processos criativos e tecnológicos de determinada época, mas que nesse caso trouxe também valores que devem ser resgatados e que mesmo usufruindo das facilidades contemporâneas, devemos estar mais conectados com o momento presente, com o aqui e o agora, curtindo o percurso, com menos expectativa do resultado e com mais divertimento no processo da vida.

Veja mais fotos feitas com a Pinhole :

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Na sintonia do bem e da luz !

Caminhamos em busca da Maestria dos nossos corpos, o físico, o etérico, o emocional e o mental, lapidando o bruto e reconhecendo em nós as desqualificações e suas origens para que sejam aceitas e transmutadas. Este é um processo que nos mantém ativos, principalmente nos momentos de opressão, onde somos impulsionados e recorremos à uma força  que muitas vezes não sabíamos que existia em nós.

Acredito nesse potencial intrínseco, nessa força que alavanca o caminho evolutivo, na coragem que vem do coração.

 Mas além desse processo individual de crescimento, onde reconhecemos  o Cristo dentro de nós, creio que recorrer aos seres que já atingiram o patamar de luz, seja um facilitador de elevação, comunhão e sintonia com o bem, com o belo e não só um eterno pedinte em busca de milagres, mas como um espelho ( imagem e semelhança de Deus ) que reflete a intenção de  também sermos  luz e fonte de emanação de amor, paz e boas vibrações.

Na foto da ilustração, pintura com a técnica da  iconografia, na capela Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, em Gonçalves, pelo artista Marcelo Magalhães.

Iconografia : “… é uma forma de linguagem que agrega imagens na representação de determinado tema ” … neste caso, ” uma forma de pintura feita em oração

Azul

“Eu não sei se vem de Deus

 Do céu ficar azul

Ou virá dos olhos teus

 Essa cor que azuleja o dia

 Se acaso anoitecer

Do céu perder o azul

Entre e o mar e o entardecer

Água marinha vá na maresia

Buscar ali

Um cheiro de azul

Essa cor não sai de mim

 Bate e finca pé

A sangue de rei

Até o sol nascer amarelinho

Queimando mansinho

Cedinho, cedinho, cedinho

 Corre e vai dizer pro meu benzinho

Não dizer assim

O amor é azulzinho”

Djavan

No briefing … Ares do Mediterrâneo … Azul … Confortável para  família e amigos … Sala e Varanda integrada

… Assim é !!!